quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Série: Lúcifer - Temporada 1


Lúcifer, o guardião do inferno, está infeliz no trabalho e decide tirar férias. E que lugar seria melhor para um anjo caído do que Los Angeles? Na cidade do pecado, ele vive com estilo e faz ‘favores’ (que cobrará no momento oportuno, é claro) para aqueles que o procuram com alguma dificuldade. Um dia, ele acaba presenciando o assassinato de uma das pessoas que ele havia ajudado e, sem querer, se vê envolvido na investigação. Achando que essa era uma boa oportunidade de fazer algo diferente e empolgante, ele decide ajudar a polícia a resolver alguns casos. Mas obviamente as coisas não são tão simples assim.


Esqueça o diabo chifrudo e de pele vermelha (pelo menos à primeira vista). O Lúcifer da série, vivido por Tom Ellis, é um verdadeiro gentleman inglês que veste ternos bem cortados e cuida com esmero de sua aparência. É claro que ele é chegado num bom drink e não perde a oportunidade de levar pobres mortais para sua cama, mas é também um músico talentoso que gosta de entreter o público de sua boate. E, como logo fica evidente, ele não é de todo mau.


Chloe Decker (Lauren German) é a detetive obrigada por sua superiora a trabalhar como parceira de Lúcifer quando ele se oferece para ser consultor do departamento de polícia. Bonita e filha de uma atriz famosa, e tendo ela mesma estrelado uma produção de gosto duvidoso, Chloe enfrenta a falta de credibilidade na corporação, agravada ainda mais por um caso antigo e não solucionado sob sua responsabilidade que terminou com a acusação de um dos colegas de corrupção. A parceria forçada com Lúcifer só faz aumentar a irritação da moça, mas eles conseguem solucionar vários casos, em parte graças à habilidade única do diabo de fazer com que as pessoas confessem seus pecados e revelem seus desejos mais íntimos ao olharem nos olhos dele.


Mesmo com Lúcifer revelando sua identidade desde o início, e reafirmando isso sempre, Chloe leva tudo na brincadeira e acha que se trata apenas de um cara excêntrico (mas também... quem acreditaria, não é?). Na verdade, seus sentimentos com relação a ele são dúbios: às vezes ela o admira, às vezes ela quer torcer seu pescoço; em alguns momentos ela até acha que gosta dele, mas pouco depois só quer que ele suma de sua vida. Para Lúcifer, a moça é intrigante, já que é a única pessoa imune aos seus encantos, e ele quer a todo custo descobrir o motivo dessa imunidade. A certa altura, ele percebe que, além de não conseguir afetá-la, ela tem estranhos poderes sobre ele.


Outros personagens que tornam a história mais divertida são Dan Espinoza (Kevin Alejandro), ex-marido de Chloe que pressente que há algo errado com Lúcifer; Trixie Espinoza (Scarlett Estevez), filha de 7 anos de Chloe que gera vários momentos incômodos para Lúcifer; Maze (Lesley-Ann Brandt), demônio cruel que assume a forma de uma bartender sexy e que ora ajuda Lúcifer a permanecer na Terra, ora tenta convencê-lo a voltar para o inferno; Amenadiel (D. B. Woodside), anjo-irmão de Lúcifer enviado à Terra para tentar fazê-lo reassumir seu posto de guardião do inferno; e Dra. Linda (Rachel Harris), psicanalista que auxilia Lúcifer a encontrar seu verdadeiro eu e que imagina que se trata apenas de metáfora quando ele diz ser o diabo.


Embora seja uma série policial, o tom cômico e a presença do sobrenatural a tornam diferente das demais. O protagonista é uma adaptação do personagem Lúcifer criado por Neil Gaiman para os quadrinhos de Sandman, que mais tarde ganhou sua própria série em HQ. Não conheço o Lúcifer dos quadrinhos, mas o da série de TV me ganhou fácil com seu narcisismo e egoísmo que às vezes se transformam em altruísmo de fato. Sua dualidade já começa em seu nome, Lúcifer Morningstar, que mistura o demoníaco com o sublime.


Também adoro quando Lúcifer interage com a pequena Trixie. Sua falta de jeito com crianças é hilária. Logo no primeiro episódio, Chloe é chamada à diretoria da escola e, enquanto ela conversa com o diretor, Lúcifer conhece a menina na sala de espera e já cria um climão ao dizer a ela que Trixie é nome de prostituta, termo que ela desconhece e prontamente pergunta o significado aos pais. Em outra cena, ele chega à casa de Chloe e é recepcionado alegremente pela criança. Sem saber como agir, ele arremessa uma Barbie como se fosse um graveto e manda a pobre garota buscar, recebendo em resposta um olhar de incredulidade de Chloe. As conversas da menina com Maze também são muito engraçadas.


A série foi criada pela Fox e sua primeira temporada, de 13 episódios, foi exibida em 2015 nos Estados Unidos; a segunda temporada, de 22 episódios, ainda está no ar. Para alegria dos fãs, a terceira temporada foi confirmada esta semana e contará com mais 22 episódios. Ao que parece, não há exibição da série no Brasil.

Trailer legendado em português:

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